Juntos, a gente consegue!

O dia ontem foi tenso…

Na verdade, acho que começou anteontem. Eu acreditei ser possível terminar ao menos uma matéria do mestrado (me lembraram que eu fazia…), então passei a madrugada preparando a apresentação, com a ajuda do Max Jr que ficou falando bobagem pela internet para me distrair e dar força (Dori feelings forever). Fiz minha parte: consegui fechar a apresentação para o seminário.

Ontem o pai da Cacá foi para Abaeté para resolver as pendências dele também. Afinal, desde o dia 20 de outubro ele está aqui, colecionando atestados, então precisei me virar sozinha.

Cedinho, a Cacá foi fazer um hemograma para controle dos índices (ela só pode viajar com pelo menos 9 de hemoglobina – o normal é 12). André e Isabela tiveram uns problemas e se atrasaram um pouco, então pegamos carona com o Murillo (com dois “l”, primo da Cacá, também vão se acostumando com este nome!), que estava levando o Murilo (com um “l” é o pai da Catarina!) a Abaetetuba, até o laboratório. O amigo (vereador) Carlos Augusto me ligou com voz de sono, dizendo que tinha conseguido o encaminhamento via SUS para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que eu passasse na Câmara.
Ela tava muito fraquinha e desanimada.

Quando voltamos para casa, a Cacá me mostra: estava sangrando o furo da coleta do hemograma! Com a força que Deus me dá, segurei firme até chegar em casa, e só na porta da casa da avó chamei a Isabela para ver. Meu dedo tava todo sujo de sangue.  A Isabela que é fonoaudióloga (tem mais proximidade com isso que eu) avaliou que estava tudo bem, que já tinha parado o sangramento. Nestas horas mãe sofre de uma maneira indescritível: como deixar a Catarina na casa da avó e sair? A Anita (irmã caçula da Cacá) foi convocada a faltar aula e ficar do lado dela e me ligar por qualquer coisa.
Entrei no carro e antes da primeira esquina desabei a chorar.

Fui encontrar com o Dr. André Rodrigues, que me deu o documento necessário do SUS, no Ofir Loyola. Muitos amigos me ligando, me orientando, e eu tonta no meio da tristeza que é o ambulatório de lá. Desculpem-me todos, com certeza eu não correspondi ao carinho.
Fui à Central de Regulação e lá consegui a compreensão da situação da Cacá, e deixei o jogo de xerox de exames que iria mandar para o tio dela (Fernando) no RJ. Quando saí de lá, por volta de 11:30h pensei, dentre as várias coisas a fazer, para onde ir. Lembrei da apresentação no mestrado e fui em direção de algum lugar que passasse um ônibus para a universidade. Em São Braz, recebo um telefonema da Cacá:

– Mãe!
– Que foi, minha filha? Tá tudo bem?
– Tô com gastrite! [isto é sinal que não está tudo bem]
– O que foi que aconteceu?
– Nada. Você me responde uma coisa? Só uma pergunta…
– Diz. [te prepara, coração de mãe!]
– 37,8 é febre?
– VOCÊ TÁ COM 37,8?!?!?!?!?
– Não mãe… só tô perguntando… [ela estava] mas já não estou mais…

Peguei um táxi e fui pra casa.

Um detalhe: ontem era a segunda chamada da prova no curso de inglês, mas ela disse que não tinha condições de fazer pela manhã.

Levei-a pra casa e, assim que o pai chegou, conseguimos convencê-la a reagir, a nos ajudar. Ela é muito apegada ao Murilo, então, acredito que a ida dele para Abaeté contribuiu, pois ele estava fazendo o acompanhamento full-time em casa enquanto eu fico de baladeira pela rua. Convencemos a ir fazer a prova do inglês, à tarde, mas no meio do caminho ela optou pela emergência do hospital.

Tomografia da cabeça (por conta da dor de cabeça constante), raios-X do pulmão, sangue, urina, dipirona na veia e oxigênio. Enquanto ela estava com o pai, eu e André fomos correr atrás de papeladas. A Isabela ficou pra dar o suporte no hospital.

Quando voltamos ela ainda estava sendo atendida (já por volta das 18 horas). Consegui entrar na emergência e encontrei a Catarina falante, alegre e MORRENDO DE FOME! Só falava em comida!
Quando foi para a avaliação, quase nada mostrou novidades quanto ao que sabemos, com exceção dos raios-X de tórax: NADA DE DERRAME PLEURAL! Sequinho, lindo! Não entendo nada de medicina, mas entendo de fé e de tudo que a união e o pensamento positivo são capazes de construir:  por isso não esqueço em momento nenhum de agradecer a Deus e a todos que estão lincados em orações pela Cacá.

No corre-corre do dia, ela acabou tomando só dois comprimidos de diurético. De ontem para hoje não houve variação: ficou nos 79 cm de abdome. Vejamos pela manhã.

[A Catarina, depois do oxigênio de ontem, só fala em comida! O probleminha é que ela fala também em coisas que ela nem pode pensar em chegar perto, como batata frita… Mas tudo bem: a gente negocia numa salada e arroz (vou tentar!)]

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Comentários em: "Notícias do front" (1)

  1. Julieta Santos disse:

    Claudinha, então você não sabe…as lágrimas são uma defesa do coração oprimido pela dor…quem chora desabafa, as lágrimas aliviam.

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