Juntos, a gente consegue!

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Missa de Mês

Amanhã, novamente na Igreja de Jesus Ressucitado, às 19 horas.

Espero que o Padre Cláudio Barradas já esteja bem de saúde para celebrar.

Aguardo todos.

Todo último dia útil do mês, durante um ano, haverá missa em intenção da Cacá, na mesma igreja e local. Estão todos antecipadamente convidados.

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Missa

Pelos ritos, o certo seria marcar a missa de sétimo dia no dia 6, dia dos Santos Reis.

Mas a Cacá faria 17 anos no dia 7, e queria muito comemorar o seu aniversário.

Então, em comum acordo, resolvemos marcar a missa para o dia 7 de janeiro (sexta-feira), 19 horas, na Igreja de Jesus Ressuscitado, no Conjunto Médici 1 – Marambaia.

Estaremos lá e teremos oportunidade de abraçar alguns dos anônimos que nos deram apoio e carinho por todo este período.

 

Oremos por sua subida e comemOREMOS o seu aniversário

Como chegar:

ônibus:

Médici, Sacramenta ou Telégrafo ~> saltar no primeiro ponto da rua da Mata (na feira) e entrar na primeira rua após a feira (rua Castanhal)

Marambaia/Ver-o-Peso ~> saltar no primeiro ponto da rua Rodolfo Chermont (após a Big Ben) e entrar na rua Ourém

carro:

pela Pedro Alvares Cabral, Rua da Marinha ou Tavares Bastos ~> ir até a Rodolfo Chermont, entrar na rua da Mata (Big Ben) e entrar na primeira rua após a feira (a igreja será vista assim que virarem na rua Castanhal)

Eis o mapa

Os amigos da SECULT, em especial do Departamento de Patrimônio Histórico, farão uma missa na capela do Museu Histórico do Estado do Pará/Palácio Lauro Sodré, amanhã (6 de janeiro), às 10 horas, ministrada pelo Padre Gonçalo, da Sé.

Os amigos de Abaetetuba vão fazer também homenagem e orações à Cacá na Igreja Matriz, mas ainda não nos informaram data e horário.


Natal

Hoje a Igreja comemora o nascimento de Deus-Filho. Data importante para celebrarmos o rito da comunhão entre os homens, como uma festa. Comemorarei este Natal com o coração apertado, mas não sem alegria e fé. Tenho confiança em Jesus que Ele, que nasceu em situações tão adversas e foi tão grande para o mundo, estará ao lado da minha filha, amparando-a e festejando este dia. Confio em Deus, que fez gerar em Maria o Salvador, que não por acaso passaremos este Natal descompassado na união espacial de nossa família, para que nos fortaleçamos ainda mais na certeza de que, o mais importante nesta cura, está em Suas mãos.

Unidos estamos, mesmo não estando juntos.

Em nenhum momento durante esta batalha, estivemos só. A cada dia, Deus tem estado presente, com força e luz, nos conduzindo, nos enviando seus anjos. Não há como negar a presença divina durante todo este período, expressa em cada olhar, sorriso, gesto. As bênçãos todas direcionadas à minha filha Cacá tem sido reverberadas, e muito tem se alcançado a partir disto. O bem constrói o bem e ele se multiplica.

Quantas pessoas anônimas, conhecidas ou reconhecidas estão orando agora, desejando o Dom da Cura para a minha filha? “Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20). Nunca duvidei de Sua presença entre nós.

Maria gerou e pôs no mundo seu filho, em situações adversas, mas tudo se tornou, por fim, o que festejamos no dia de hoje. Não há adversidade que não seja superável pelas bênçãos de Deus e que não possamos louvar. Nesta fé, festejemos o nascimento de Jesus!

Bom Natal para todos. Que Deus nos abençoe.

Cada estrela do Céu faz a beleza do Universo.

Mais Notícias da Trincheira

A confusão mental da Cacá continua, mas hoje não foi divertida como ontem. Ela chorava de tempos em tempos e, por conta da melhora apresentada ontem, a alimentação (que estava sendo feita por sonda) foi substituída: por conseqüência ela voltou a não se alimentar direito.

A Jéssica esteve lá (a super-pediatra da Cacá), à tarde. Ela deu uma animadinha, continuava misturando as coisas, mas chorando menos.

A boa notícia do dia é que o material da biópsia do fígado, feita em março, e mandado semana passada para a Escola Paulista de Medicina, foi analisado e reafirmou o diagnóstico anterior de Síndrome de Budd-Chiari. Sem qualquer dúvida, estamos no caminho certo!

Sobre Fé

Toda esta história da Cacá tem ensinado muita coisa pra mim. Especialmente devo dizer que ganhei uma filha que não conhecia: uma mulher forte, admirável, de uma luz maravilhosa.

Tenho dito que cada dia tem sido um milagre; mesmo os momentos de desespero têm servido como luz para me mostrar caminhos e especialmente pessoas que, de fato, são anjos. Agradeço a Deus por cada aprendizado que tenho conseguido repassar para outros: um dia destes estava ensinando à família de uma amiga internada como conseguir um Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Há menos de um mês nem sabia que existia TFD…

Nossos dias tem sido para a Cacá. Antes de dormir, exaustos, nosso último pensamento tem sido para ela, em orações.

Acordamos normalmente para tempo de pouca coisa antes de passarmos nossas roupas, tomarmos banho e sairmos.

Nós estabelecemos esta rotina para evitar sermos agentes “de-para” a UTI de bactérias ou qualquer outra coisa. Quando chegamos em casa, almoçamos o cardápio que a vó da Cacá, mãe do Murilo, nos põe na frente.

Quando temos algo para fazer na rua, ainda temos opções, mas a vontade é a mesma. Sempre há algo para fazer entre a visita da manhã e a da tarde e o tempo “livre” agora ficou mais reduzido pois conseguimos a extensão do horário de visita, pelo quadro de confusão mental e por ser ela de menor.

Para a visita da tarde a rotina de troca de roupa é a mesma. Quando estou na rua, a troca de roupa tem sido com a compra de camiseta (já comprei duas nestes dias). Não saimos do hospital antes de ter certeza que tudo está bem com ela, o que significa falar longamente com o médico e/ou com os enfermeiros responsáveis, e normalmente ainda voltamos porque temos que comprar algo que ela está precisando, como produtos de higiene.

Chegamos em casa não antes das 19 horas, todos os dias, para conduzir, articular, organizar… as últimas horas do dia são para a administração humana, através de telefonemas, internet, boletins familiares e o terço. O dia nos consome e a esta hora estamos normalmente exaustos… e aí voltamos ao início.

Rezar aliás permeia todo o nosso dia, não como obrigação, mas como parte da rotina involuntária, como respirar. Assim como o ar, não saberíamos como estaríamos aqui sem a certeza da presença de Deus conosco. Mas eu sempre fui uma católica preguiçosa, e o exercício da oração tem-me fortalecido, assim como malhar fortalece o corpo.

Não menos importante são os amigos, sempre! Seja de que religião for: humanidade não tem rito, apenas a troca de afeto. Acho que para agradecer decentemente a cada gesto vou ter que escrever um livro. Se isso acontecer, será em coautoria com a Cacá.

“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar!”

E agora, doutora?

Nossa querida Dra. Jéssica está tirando uns dias de férias merecidas. E nós ficamos aqui, desservidos de seu olhar, de sua mão, de sua articulação.

Divirta-se querida. Volte renovada.

Enquanto isto o administrador do blog será Pedro Loureiro, o Pedrox, nosso doador de sangue-símbolo! Sim! Ele é o representante dos doadores porque, como muitos, foi doador pela primeira vez, vencendo seu medo, mesmo não sendo exatamente o tipo sanguíneo da Cacá, por solidariedade. Veja a foto:


Legenda: “Já sou homizinho! Até perdi meu medo de doar sangue. Nem doeu. 🙂#AjudeACaca

“Eu não ando só, só ando em boa companhia!”, já dizia Vinícius de Moraes.

Carta Aberta

Eu estava respondendo a um e-mail de uma prima, e estava ficando tão grande, que resolvi transformar numa postagem (pelo menos parte dele). Ei-lo:

As preocupações na UTI são: aumentar o nível de plaquetas ao máximo para reduzir sangramentos, com o mínimo de transfusões para evitar a criação de anticorpos às plaquetas; controlar os níveis de intoxicação pelo fígado, que já tá atingindo o cérebro (encefalopatia hepática) e provocando alterações de comportamento e humor (confusão mental); repor sódio e glicose, mantendo os sinais vitais, controlando o acúmulo de líquidos com diuréticos; nisso tudo, manter os sinais vitais em ordem e os índices das funções hepatológicas e hematológicas (principalmente) no caminho de uma normalidade ou controle; fazer tudo o mais rápido e eficientemente possível para reduzir os danos ao fígado.

Aqui estamos articulando com os médicos da Escola Paulista de Medicina e do Hospital das Clínicas de São Paulo; a Marly, tem conversado com um colega médico que é do Hospital Universitário do Fundão; estamos também, aqui em Belém, buscando todos os profissionais de referência clínica, hepatológica, hematológica e gástrica para tentar chegar a um diagnóstico.

A primeira pesquisa foi da infectologia, ainda ano passado. Se tem um grupo de exames que sempre dá normal é o de fezes; já perguntamos sobre a possibilidade de toxoplasmose, mas os médicos dizem que já foi descartada. No meio de tanto exame, não sei mais em detalhes o que foi feito e o que não foi! Mas toda hipótese a gente tem levado à equipe.

Belém é referência em doenças tropicais, então acho pouco provável que algo da rotina parasitológica tenha sido esquecido. Sim, não é minha área, sou arquiteta, mas acho que não estou falando bobagem. A oncologia já foi descartada e, ontem, ela coletou o terceiro mielograma (não sei o que possa indicar diferente dos outro dois, mas…).

Eu pensei esta noite que se a plaqueta dela crescer um pouco mais, outra paracentese poderia ser pensada e pesquisado o líquido do abdome (na primeira o líquido foi descartado). Qualquer ideia é válida!

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