Juntos, a gente consegue!

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Perspectiva e Agradecimentos

A principal pessoa que devemos agradecer não é o Ministério Público, mas sim Papai do Céu, pois naquela quinta insana houve uma mobilização e, seja por qual for o motivo, as pessoas se envolveram em nível pessoal.

E se você citar Ministério Público quando Ana Júlia ficou ligando pessoalmente para liberar todo o necessário; quando a Drª Ana Claudia da Sesma brecou uma equipe pra só sair depois de resolver nossa situação q a Promotora Sueli Cruz reforçou e ligou pra Drª Ana Claudia Sesma e pra gente depois dando a boa notícia q a UTI já estava pronta de imediato.

Quando a Drª Sandra Leite, do Iasep recebeu a gente depois do horário e fechou toda a programação com a Cláudia e deu todo o suporte em SP.

Isso sem esquecer da Ana Luna, na nossa primeira parada, que foi no Palácio; e que, da casa dela, pois já tinha ido embora, começou a abrir portas.

E outras pessoas que no decorrer desse dia insano fizeram mais do que o normal seja por pressão ou por emoção, mas fizeram

Então, como você vê, todos nós fomos instrumentos de uma vontade maior que fez com que todas as peças desse quebra-cabeça doido que é a vida, de repente, começaram a se encaixar e isso fez tudo dar certo; pois sabemos que há direitos, deveres e burocracia.

O que fizemos, assino embaixo: de formas normais seria impossível. pois Cacá faz história no Pará. Será a primeira a sair de UTI Aérea e a primeira a ter subsídio fora do Estado. Ela abre precedente pra ajudar outras pessoas na mesma situação.

Nenhuma dessas pessoas aqui citadas quer uma linha de agradecimento, mas acho que não preciso falar nada mais, pois o que realmente aconteceu foi uma sequência de fatos que fizeram o início desse milagre que é a benção que todos buscamos…a cura da Cacá!

Não reze apenas, agradeça a Deus por cada centímetro alcançado; com toda a certeza, naquela quinta insana… alcançamos léguas!

Alexandre Baena

Mais Notícias da Trincheira

A confusão mental da Cacá continua, mas hoje não foi divertida como ontem. Ela chorava de tempos em tempos e, por conta da melhora apresentada ontem, a alimentação (que estava sendo feita por sonda) foi substituída: por conseqüência ela voltou a não se alimentar direito.

A Jéssica esteve lá (a super-pediatra da Cacá), à tarde. Ela deu uma animadinha, continuava misturando as coisas, mas chorando menos.

A boa notícia do dia é que o material da biópsia do fígado, feita em março, e mandado semana passada para a Escola Paulista de Medicina, foi analisado e reafirmou o diagnóstico anterior de Síndrome de Budd-Chiari. Sem qualquer dúvida, estamos no caminho certo!

“Com a fé do dia-a-dia, encontro a solução”

A mamãe saiu da visita à Cacá ainda agora e logo me ligou pra contar como foi.

Digamos que “caiu a ficha”… a Catarina repetia que estava feliz por ter um diagnóstico e que está sendo muito bem cuidada na UTI.

E ela começou a cantar! Claro, ela não cantava as músicas inteiras, mas o repertório foi o seguinte:

“Tudo azul, todo mundo nu”:

“Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”:

“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui”:

Continuemos a corrente!

Carta Aberta

Eu estava respondendo a um e-mail de uma prima, e estava ficando tão grande, que resolvi transformar numa postagem (pelo menos parte dele). Ei-lo:

As preocupações na UTI são: aumentar o nível de plaquetas ao máximo para reduzir sangramentos, com o mínimo de transfusões para evitar a criação de anticorpos às plaquetas; controlar os níveis de intoxicação pelo fígado, que já tá atingindo o cérebro (encefalopatia hepática) e provocando alterações de comportamento e humor (confusão mental); repor sódio e glicose, mantendo os sinais vitais, controlando o acúmulo de líquidos com diuréticos; nisso tudo, manter os sinais vitais em ordem e os índices das funções hepatológicas e hematológicas (principalmente) no caminho de uma normalidade ou controle; fazer tudo o mais rápido e eficientemente possível para reduzir os danos ao fígado.

Aqui estamos articulando com os médicos da Escola Paulista de Medicina e do Hospital das Clínicas de São Paulo; a Marly, tem conversado com um colega médico que é do Hospital Universitário do Fundão; estamos também, aqui em Belém, buscando todos os profissionais de referência clínica, hepatológica, hematológica e gástrica para tentar chegar a um diagnóstico.

A primeira pesquisa foi da infectologia, ainda ano passado. Se tem um grupo de exames que sempre dá normal é o de fezes; já perguntamos sobre a possibilidade de toxoplasmose, mas os médicos dizem que já foi descartada. No meio de tanto exame, não sei mais em detalhes o que foi feito e o que não foi! Mas toda hipótese a gente tem levado à equipe.

Belém é referência em doenças tropicais, então acho pouco provável que algo da rotina parasitológica tenha sido esquecido. Sim, não é minha área, sou arquiteta, mas acho que não estou falando bobagem. A oncologia já foi descartada e, ontem, ela coletou o terceiro mielograma (não sei o que possa indicar diferente dos outro dois, mas…).

Eu pensei esta noite que se a plaqueta dela crescer um pouco mais, outra paracentese poderia ser pensada e pesquisado o líquido do abdome (na primeira o líquido foi descartado). Qualquer ideia é válida!

Feriado não é legal…

Hoje a Catarina acordou tossindo e com dor de garganta, mas ela não pode tomar AAS, não sei o que ela pode tomar (afinal meu CRM, como já disse, me permite receitar, no máximo um Melagrião). Quero que ela fique boa logo, que as coisas se resolvam logo, que o diagnóstico saia… AAAAAAAARRRRRRRRHHHHHHHH!!!!!!!! Passou!

Feriado amarra a gente em casa. Se a Cacá tivesse disposição pra sair, iria com ela no Bosque ou no Goeldi, pegar um ar. Me lembro quando eu era pequena e meu pai colocava a gente no carro para passear na Floresta da Tijuca, era tão bom! Acho que ninguém fica doente num lugar assim.

Bosque Rodrigues Alves

Bem, mas tenho novidades: a circunferência do abdome da Cacá tá diminuindo meio centímetro por dia e hoje já tá em 79 cm! Quando ontem eu medi abaixo de 80 cm, fiz uma festa: acho que chegou no ponto de inflexão da Curva de Gauss, agora é ladeira abaixo!

Ontem a Tainá, Lorena e Fernando estiveram aqui, a noite. Coisa de adolescente, mas eles têm uma confraria que chamam de “Anatidae” então todos têm apelidos de pássaros; a Catarina é a Garça e a Marina é Marreco (ela até tem um marreco de pelúcia!). Eles ficaram um tempão batendo-papo no quarto.

Aliás, como nossa TV está sem som (neste corre-corre não me sobra tempo para pensar nela, só agora, feriado, o que não adianta…) e a outra TV tá em Abaeté. Ela fica boa parte do tempo vendo DVDs no laptop do pai, no quarto. Ele já está esgotando o estoque de comédia da locadora.

Dia de semana é mais agitado, tem entra-e-sai. Pode ser mais cansativo, mas dá a sensação de ser o que dizem que é: um dia útil. A gente não percebe isso quando não precisa dos dias e pode se dar ao luxo de perdê-los inutilmente. Ser útil também é ter lazer, não é só trabalho não!

Bem, deixa eu aproveitar o feriado e refazer as planilhas com os resultados de exames. Aproveitem bem o feriado!

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