Juntos, a gente consegue!

Posts marcados ‘fotos’

Sobre o Fim de Tudo

“A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente  os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências  e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra,
vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras,estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.
Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.
(Victor Hugo)

Contribuição da amiga Dulce Roque

Descanse em Paz

“Aconteceu.”

Foi assim que Marina me contou da partida da Cacá. Ontem, quando postei o texto anterior, já sabia da possível “morte cerebral” que ainda seria confirmada pelos níveis de sódio.

Catarina partiu mostrando a todos nós que é só nos unirmos que conseguimos o que parecia mais difícil… viagem, UTI-móvel, o escambau. Correr atrás de diagnóstico, de médico a médico, reunindo esperanças por onde passávamos.

Cacá me ensinou a perdoar. Perdoar de coração. Unir-me a quem tinha me machucado a fim de me tornar mais forte. Ensinou a todos nós que somos um povo unido. Que ainda há muita gente do bem. Que se todos os dias, agíssimos como em equipe, tudo seria mais fácil para todos.

Infelizmente, ela teve que passar por isso… uma dúvida de não saber o diagnóstico, e  a dor de saber e não poder tratar, por não haver mais condições físicas.

Em nenhum momento, Catarina desistiu. Sempre que estive lá, ela nos deu forças. Sorria e nos tranquilizava dizendo “eu gosto daqui da UTI”, com a sua voz doce e sempre tranquila. Enquanto ela estivesse assistindo os DVDs da Hannah Montana e dos Jonas Brothers, estaria tudo bem.

Em um certo momento de sua confusão mental, ela me disse que queria fazer comercial, aparecer na televisão. Cacá fez mais que isso… mobilizou um país inteiro!

E nada disso poderia ter acontecido se não tivesse bases tão sólidas quanto a sua família. Uma família feliz, cheia de fé e unida. A mãe, Cláudia, uma lutadora! Poderia ganhar uma maratona de tanto que ela correu pra lá e pra cá atrás de uma resposta e uma cura. Murilo, o pai, sempre presente, dando forças à filha internada. Marina (irmã) também na luta e engajada na campanha que criamos e cresceu graças a todos vocês que adotaram a causa e acreditaram.

Obrigada a todos que enviaram orações, palavras de consolo, dinheiro, que doaram sangue (mesmo com medo!) e também aos que divulgaram a campanha. Cada um de vocês teve suma  importância em cada milagre conseguido até aqui.

Não é porque Catarina teve que partir, que vamos dizer que “não adiantou de nada”. Adiantou SIM! Como Cláudia já mencionara, abrimos portas! Com o novo projeto de ciberativismo, o Bora Ajudar, continuaremos ajudando a quem precisar.

No mais, só peço que continuem orando. Definitivamente, Catarina está descansando agora e ela precisa de muitas orações para que fique bem.

Rest in Peace, Lucy!

Ainda não sei onde será o velório e o enterro… assim que tiver notícias divulgo por aqui ou pelo twitter.

Vamos dar este apoio agora à família…

Brilha Onde Estiver


O milagre que esperei… nunca me aconteceu

“Mas não há de ser nada…
Pois sei que a madrugada acaba quando a lua se põe.
A estrela que eu escolhi não cumpriu com o que eu pedi,
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe só você
Pra trazer o que já é meu

Catarina. A menina de dezesseis anos que comove o Pará. Cheia de talentos, esperança e uma missão de mostrar a todos que juntos, podemos muito. Não tudo, porque acima de nós, existe uma força maior.

E todos juntos, agora, vamos olhar para esta menina, sorrindo. Feliz como só ela, com uma maturidade gigante. Educadíssima e doce, como só os que conhecem, sabem. Vamos orar juntos. Essa é a hora!

Brilha!

Síndrome Fosfolípide

A Síndrome de Budd-Chiari é ocasionada por um trombo que “entope” uma das vênulas do fígado, causando morte do tecido hepático e todo o quadro da Cacá. Mas PORQUE RAIOS O TROMBO APARECEU? Eis a questão.

Hoje conversei com o reumatologista que está visitando a Cacá esporadicamente, e ele acha que ela tem Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide, que éligada à formação de tromboses venosas ou arteriais recorrentes. Ele já teve uma paciente com caso semelhante e ela está viva até hoje!

Sò que a Cacá está muito debilitada. O rim e o fígado já não funcionam mais, ela está sangrando e intubada, com uma infecção muito importante. Hoje ela recebeu seguidos concentrados de plaquetas irradiadas. Quando fui visitá-la, ela estava aos 80 mil (parece muito, mas o mínimo normal é 150 mil) e assim que chegasse aos 100 mil, fariam a hemodiálise, para filtrar o que o rim não está filtrando. Também fez paracentese (5 litros de líquido foram tirados do abdome), com o objetivo de estabilizá-la ao máximo.

Todo procedimento agora realizado tem um alto risco, por causa do estado debilitado da Catarina. Mas se ficar o bicho pega, se correr o bicho pode comer ou não! Então é melhor fazer algo de risco do que ficar esperando o pior acontecer. Esta noite é hora se nos unirmos mais uma vez, juntos em uma só oração. Porque se ela tem 0,0001% de chance, é nela que a gente vai se agarrar até o final!

O Bingo

Hoje eu cheguei superatrasada no Bingo porque estava de plantão até as 13 horas. Levei maquiagem e uma bermuda para trocar lá, porque eu moro em Belém e imaginei que o Bingo seria em lugar aberto e DYVA que é DYVA vai preparada para cada ocasião.

Passei para buscar a @princesaemcoma e rumamos ao Médici.

Chegando lá, encontramos o @elderferreiras, @mimaballet e @ivanzito e ainda conheci a linda e sorridente caçula Anita (que, para variar, como TODAS as filhas da @Crodia, também é maior que eu ¬¬”).

 

Elder, Marina, Jazz e Ivan

Elder, Ivan e Mari

"Porque CHIC é ser solidário"

Lá estavam vendendo feijoada arroz com galinha, vatapá (nossa escolha), bolo, refrigerante, água e cerveja. Não tive sorte com o Bingo (traduz-se em: EU NÃO GANHEI O LIQUIDIFICADOR que estava de olho).

Nem fiquei muito, tínhamos um compromisso depois do Bingo e aproveitamos a chuva para nos despedir.

Foi uma energia muito legal e pela quantidade de gente que foi, e deve ter-se divertido tanto quanto nós, a good vibe já deve ter valido a pena, até mais do que as próprias arrecadações.

Porque em tempos de Cacá internada, o que precisamos MAIS MESMO é de good vibes, e isso, o Bingo teve de sobra! 🙂

Obrigada a todos que compareceram e, aos que não puderam, obrigada pelas boas vibrações!

%d blogueiros gostam disto: