Juntos, a gente consegue!

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Natal

Hoje a Igreja comemora o nascimento de Deus-Filho. Data importante para celebrarmos o rito da comunhão entre os homens, como uma festa. Comemorarei este Natal com o coração apertado, mas não sem alegria e fé. Tenho confiança em Jesus que Ele, que nasceu em situações tão adversas e foi tão grande para o mundo, estará ao lado da minha filha, amparando-a e festejando este dia. Confio em Deus, que fez gerar em Maria o Salvador, que não por acaso passaremos este Natal descompassado na união espacial de nossa família, para que nos fortaleçamos ainda mais na certeza de que, o mais importante nesta cura, está em Suas mãos.

Unidos estamos, mesmo não estando juntos.

Em nenhum momento durante esta batalha, estivemos só. A cada dia, Deus tem estado presente, com força e luz, nos conduzindo, nos enviando seus anjos. Não há como negar a presença divina durante todo este período, expressa em cada olhar, sorriso, gesto. As bênçãos todas direcionadas à minha filha Cacá tem sido reverberadas, e muito tem se alcançado a partir disto. O bem constrói o bem e ele se multiplica.

Quantas pessoas anônimas, conhecidas ou reconhecidas estão orando agora, desejando o Dom da Cura para a minha filha? “Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20). Nunca duvidei de Sua presença entre nós.

Maria gerou e pôs no mundo seu filho, em situações adversas, mas tudo se tornou, por fim, o que festejamos no dia de hoje. Não há adversidade que não seja superável pelas bênçãos de Deus e que não possamos louvar. Nesta fé, festejemos o nascimento de Jesus!

Bom Natal para todos. Que Deus nos abençoe.

Cada estrela do Céu faz a beleza do Universo.

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A Cacá Gosta desta Música

Acho que não preciso dizer mais nada. Is the climb!

“Com a fé do dia-a-dia, encontro a solução”

A mamãe saiu da visita à Cacá ainda agora e logo me ligou pra contar como foi.

Digamos que “caiu a ficha”… a Catarina repetia que estava feliz por ter um diagnóstico e que está sendo muito bem cuidada na UTI.

E ela começou a cantar! Claro, ela não cantava as músicas inteiras, mas o repertório foi o seguinte:

“Tudo azul, todo mundo nu”:

“Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”:

“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui”:

Continuemos a corrente!

“Let’s Win This Thing!”

Esta é a frase de apresentação do orkut da Cacá. É este o espírito da coisa! Desde antes de termos noção de qual seria o diagnóstico, o sentimento sempre foi de luta.

Hoje a Cacá fez vários exames, um deles com contraste, para ter a certeza do diagnóstico: é Síndrome de Budd-Chiari! Mas não atacou a veia porta do fígado, por isso não foi assim tão fácil achar o trombo. Mas tava lá. Não é um “arroz encravado no jejuno-íleo”, nem o tratamento será com chá de pariri: é uma situação delicada, especialmente pela fragilidade do organismo da Cacá. É um processo trombótico numa(s) veia(s) do fígado. Mas agora conhecemos a cara e podemos antever o que pode ou não acontecer, não é mais a situação de aleatoriedade de sintomas, de colcha de retalhos.

Não fomos pra São Paulo, mas os exames da Cacá, foram para o Rio e São Paulo, inclusive o material da biópsia de fígado feita em março também. Jogos de cópias de exames foram distribuídos para quem se propunha ajudar a pesquisar o caso, e a conjunção de mentes, iluminadas por Deus, chegaram à mesma conclusão.

Hoje a Cacá fez uma série de exames, inclusive com uso de contraste, o que preocupou a todos, inclusive o Dr. Amílcar, que está estrategicamente costurando todos os pensares e acompanhando pessoalmente os exames. Aliás, ele foi o primeiro a me falar em Budd-Chiari, mas tenho certeza que muitos pensaram antes. Enfim, agora a meta é recuperar fisicamente a Cacá para a nova fase, que também não será fácil.

Os danos no fígado são irreversíveis, mais dependendo do alcance, não necessitará mais (como previsto anteriormente) de transplante de fígado (sim, esta possibilidade não está descartada).

A aposta agora é na desobstrução da veia (ou artéria, não sei ao certo) para posterior avaliação do estado hepatológico. Para isso ela precisa estar em situação de ausência de risco de sangramentos para que possa fazer o cateterismo para desobstruir a veia do fígado, retirar o trombo. Depois disso, avaliação e tratamento constantes.

É quase um jogo de xadrez!

Mas vamos lá. Um passo (rápido) de cada vez. Amanhã cedo, rezo que tenha boas notícias quanto à (não) reação do contraste.

Montanha Russa

Ontem foi um dia cheio de emoções!!

Estava no trabalho quando o Murilo me liga todo nervoso dizendo que a Cacá teve reação depois da última transfusão das plaquetas, com calafrio e febre. Ele me ligou porque a @crodia estava ocupada entregando um trabalho e ele não queria incomodá-la. Daí fiquei torcendo para a Catarina melhorar logo para fazer a tão esperada paracentese de alívio (e diminuir um pouquinho o abdome inchado que incomoda a Cacá).

Depois, vieram as boas notícias: o TFD foi liberado, OU SEJA, a Cacá já viaja nesta semana!!! E foi internada para realizar a paracentese. Tudo controlado!!!

Hoje eu acordei feliz porque sonhei que a Cacá tinha descoberto o diagnóstico e começado o tratamento. No sonho já estava sem a barriga enorme e SORRINDO. Foi lindo, e no sonho eu chorava de emoção e abraçava a @crodia como duas vitoriosas.

Sei que é questão de tempo. Cacá tem dessas… dá um susto na gente, só pra gente sentir um frio na barriga e depois melhora!

Que essa fase seja como uma Montanha Russa, cheia de emoções e que no término, a gente saia sorrindo e aliviado!

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